És de alguém,
de um recanto deserto,
rua indecifrada,
espaço de imaginações minhas,
graciosa como um louvar,
és a fogosa perdição...

Pelo zelo da chuva humilde
és em torrentes de aguarelas
a primavera de arco íris fulgurante,
ó plenitude das palavras sós...

Asa de plumas perfumadas,
que belo e macio é teu edílio profanado,
fraga de ecos rebeldes,
precipício quase inocente...

Cresces no colo de cada noite,
pois é firme o ladrar dos coitos
como o lassar das aves,
para seres dele,
desse alguém (...)

jsfm